amor em forma de discurso

amor.

vocês me deram a penosa tarefa de falar de amor. em um mundo que tem Shakespeare, Vinicius de Moraes e Zezé di Camargo e Luciano. sério?

essa cerimônia foi montada com a ajuda de um monte de gente, e há um tempo atrás eu mandei umas fotos que estão espalhadas por aí, e uma delas tem uma frase que diz: “O casamento é uma instituição moderníssima. Hoje nada mais obriga duas pessoas a estarem juntas a não ser o amor.”.
de novo ele, o amor.

eu não sei se vocês já perceberam o quanto vocês dois são pessoas de fé.
vocês tem fé no amor.
fé que a rotina faz parte de uma caminhada.
fé que as contas de gás e luz são os menores dos problemas, mesmo quando o outro esquece de pagar.
fé que o humor e o riso irão preencher a casa, mesmo nos momentos complicados e nos dias de jogo do Flamengo.
fé que a delicadeza e o respeito estarão ali, mesmo nas horas das conversas mais difíceis.
fé na disponibilidade do colo do outro.
fé no abraço nos momentos de reencontro.
fé no amor.

e tudo isso porque de algum jeito e por alguma razão inexplicável, vocês simplesmente se amam. e amor não é encontro de almas gêmeas, amor é encontro de corajosos.

Vinícius e Clarissa.
Clarissa… há quanto tempo!
Eu vi vocês se conhecendo, começando, brigando (sim, eu vi!). E vi vocês terminando e vi – graças a Deus e a um show do Roberto Carlos – vocês voltando. E vi vocês se ajuntando. E vi vocês crescendo. E estou com vocês aqui. E vocês estiveram comigo em muitos momentos da minha vida. Comigo, do meu lado, quando escolhi também alguém para amar. E cada vez que eu pego um avião e esse “do lado” vira distância, eu sofro. Sofro muito.
Por isso, obrigada. Obrigada por estarem aqui, e por me deixarem estar aqui, bem pertinho de vocês.

Vi… Porquinho, eu te amo. Assim. Simples e pra sempre.
Então, por favor, ame esta mulher.
Ame com toda alma, com toda fé e com todo esse coração enorme que você tem.
Ame não por você, ame por ela. Ame por vocês.
Porque depois de tudo, e antes de tudo que ainda vem por aí, esse sorriso de vocês, dois, juntos, é o que realmente importa.

Afinal: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Sejam felizes.
Sejam amor.

lojinha de museu

eu tenho um certo fetiche por aquelas lojinhas dentro dos museus. fetiche mesmo. visito todas em absolutamente todos.
isto é óbvio se repete em viagens quase tão obsessivamente quanto o fato de eu ter comprar imãs em todos os lugares que visito. estão todos na minha geladeira e sinto um desmaio quase-morte quando algum quebra, e – sorry! – zero emoção quando ganho de presente. nada pessoal, mas esse é meu mapa mundi particular.

daí que eu comecei a fazer uma classificação mental das tais lojinhas, prestar atenção na disposição dos produtos, na iluminação, na diversidade de opções, na relação do que é oferecido com o museu, com o lugar… e eu que odeio o processo de compras em shoppings fiz uma lista das minhas preferidas – e sofro com o esperdício de algumas em pontos tão nobres.
(atenção: essa lista não tem a menor intenção de ganhar o Oscar e nem de permanecer desta maneira eternamente)

 

NESSE BRASILZÃO DE MEU DEUS

#EM SÃO PAULO

  • MAMMAM – http://mam.org.br/
    adoro! inteligentemente investiram em uma linha própria que divide o pouco espaço com livros bem acabados, brinquedos de madeira, jóias até aqueles objetos de casa, quase-bestas, que você olha e pensa “Ai que máximo! Vai ficar o máximo em casa! Eu PRECISO.” e um dia percebe que sua sala é super divertida mas não tem nem conjunto decente de taças pra server prazamiga que acham a sua sala divertida. um ótimo lugar pra achar presentes diferentes para quem você não nunca sabe o que dar.

Avenida Pedro Alvares Cabral, s/n°, São Paulo – dentro do Parque do Ibirapuera
+ 55 (11) 5085-1300

NO ESTRANGEIRO

#NA ESPANHA

  • MUSEU REINA SOFIA – http://www.museoreinasofia.es/
    mobile? tem. paninho que limpa óculos com a reprodução de uma imagem de Dali? tem! lápis, borracha, cadernos e afins? tem também. gravuras, cartões, quebra-cabeças? sim, tem. ah, e livros, muitos livros. pra mim, pra você, pra crianças, pra entendedores. a arte transposta em infinitas possibilidades de superfícies e objetos. e tudo organizado, em um lugar claro, amplo, que te faz ter vontade de ser um pouquito español.
    na minha geladeira o imã que representa Madrid é um simplesmente com o logotipo do museu. #significa? :)

Calle Santa Isabel, 52 – Madrid
+34 91 774 1000

 

#NA ARGENTINA

  • MALBA – http://www.malba.org.ar/
    bem parecido com o MAM. aliás, absolutamente todas as vezes que fui pra Buenos Aires eu fui lá.malba
    acho tudo incrível: o bairro, a escadaria que leva pra entrada do museu, a explosão de luz natural lá dentro, o acervo fixo (o Abaporu está lá meu bem!), as exposições temporárias, a vista linda do jardim que fica do lado de fora do restaurante… e a lojinha, claro! eles também tem uma linha própria que é uma graça! bolsas modernas, caderninhos transados ao lado de com câmeras Lomo e reproduções gráficas enormes. me larga ali e eu vou perder horas na primeira parte pertinho da entrada e descer alguns poucos degraus pra chegar numa área repleta de estantes de madeira grossa recheadas de livros, muitos, de tudo… de viagens, de arte, de história da arte, da quase-heroína local: Mafalda!


Av. Figueroa Alcorta 3415 – Buenos Aires, Argentina
+54 (11) 4808-6500

#NOS TAIS EUA

  •  MoMA – http://www.moma.org/
    f-o-d-a! aqui não tem comparação com mais nada – que eu tenha visto até agora.
    quer uma aula básica de estratégia de marketing e vendas? então toma: cada andar ter uma versão mini da loja maior (beeeeem maior na saída) algumas vezes priorizando produtos da exposição que está rolando no andar. é a união perfeita entre um produto bem feito com o melhor delivery possível.

11 W 53rd Street – New York, United States
+1 212-708-9400

mais que 90″

quando eu era aquela coisa que vive entre a pré-adolescência e a tal da adolescência achava futebol um saco. fora o fato de que eu já era uma girafa e não me achava esteticamente integrada com aquelas meninas, pendia uma obrigação de ter que ter um time, torcer, e mais tarde trocá-lo pelo time do namorado mesmo que acompanhá-lo a um estádio fosse uma possibilidade tão distante quanto ter um dinossauro de estimação.

hoje a Copa do Mundo é em casa, eu estou vestida com uma jaqueta oficial recém-comprada mais amarela que o maior quindim da padaria da esquina. meu coração bate acelerado, o moleque Neymar faz gol e eu fico rouca de tanto gritar. e o melhor? eu estou – muito – bem acompanhada! a sala tá cheia, a mesa tem de tudo um pouco e a gente torce, comenta, reclama, fica muda, e tagarela junto. simplesmente pelo fato que é legal se divertir junto.

mas naquela época estranha o “certo” era reclamar que o namorado não saia da frente da tv aos domingos acompanhando todos os jogos de todas as divisões. o “certo” era as amigas sempre marcarem de se encontrar nas noites de quarta-feira, dia de mais jogo. o “certo” era não entender o que é impedimento, sentir pena do goleiro, reparar (só) nas pernas dos jogadores e dizer que não gosta de futebol. claro que você pode gostar, mas até onde eu saiba gosto é pessoal e não deveria ser guiado por um senso comum ou pela matéria principal de todas as capas que fazem a revista vender mais. eu gosto de futebol, e de filme francês, de festival de música no deserto, de dormir bastante e se me deixar passo o dia na praia. eu gosto de torcer, de brincar de superstição, de gritar “pra frente! “pra frente!”, soltar palavrão – mas gosto mais ainda de fingir que não entendo nada quando chego no escritório segunda-feira de TPM. ah! posso querer outro assunto hoje?  é isso, você pode não querer esse assunto hoje, ou sempre. pode realmente não gostar de futebol ou qualquer esporte ou mesmo desse planeta. o que você não poderia é saber de verdade o que você gosta ou não, e fazer dos seus domingos o programa que quiser, acompanhada por quem você preferir.